Domingo, 14 Agosto 2016 18:21

Depois do bronze, Baby quer um tempo para descansar

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5b25a0f6 35f2 4428 bcb4 5591983f2460“A gente fica agitado, não tem como ser diferente com tanta adrenalina e emoção. Depois da minha medalha fui chegar à Vila Olímpica mais de duas da manhã, mas estou feliz..."

Um dia especial, que para felicidade do judoca Rafael Silva, parece não terminar. Menos de 24 horas após a conquista da segunda medalha olímpica de bronze na carreira, Baby praticamente não havia dormido, foram três horas de sono. “A gente fica agitado, não tem como ser diferente com tanta adrenalina e emoção. Depois da minha medalha fui chegar à Vila Olímpica mais de duas da manhã, mas estou feliz, mesmo sem ter dormido direito”, revelou o atleta durante evento no Espaço Time Brasil, na Barra da Tijuca.

O drama da lesão que o judoca precisou enfrentar para estar no Rio 2016 não foi simples e ele reconhece esse bronze como um verdadeiro capítulo de superação em sua história. “Me lesionei em julho de 2015, às vésperas do Pan de Toronto. Foi um período de muita dúvida sobre se eu conseguiria continuar, mas também de esperança. Aos poucos fui conseguindo bons resultados, me tratando e vendo que tinha chance de estar nas Olimpíadas” diz o atleta, que compete na categoria acima de 100kg, ressaltando, ainda, que disputar os Jogos Olímpicos no Brasil teve um sabor especial. “Lutar em casa é uma energia completamente diferente. A torcida, a família, os amigos acompanhando de perto. Acho que essa força me empurrou muito lá dentro”.

Baby vinha se preparando para vencer o algoz Teddy Riner, mas o francês, medalhista de ouro no Rio 2016, segue invicto desde 2010. “Eu tenho uma pequena pedra no sapato chamada Teddy Riner, mas, na verdade, para mim é um privilégio fazer parte da geração desse cara. Ele é bicampeão olímpico, não perde desde 2010 e olha que eu tento atrapalhar a vida dele”, conta Rafael Silva.

“Acho que fiz uma boa luta, apesar de não ter ganhado. Cada vez mais a categoria vem se revolucionando também por conta do Teddy. Ele conseguiu deixar a categoria mais rápida, dinâmica e competitiva. Tá todo mundo aí tentando ganhar dele. E agora vamos ver se o Teddy vai sobreviver até 2020 sem perder”, acrescentou sorridente o judoca brasileiro.

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