Mundial: Seleção Brasileira conquista medalha de prata no revezamento 4x100m livre

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No Mundial de Esportes Aquáticos de Budapeste, o revezamento da Seleção Brasileira formada por Bruno Fratus, Gabriel Santos, Marcelo Chierighini e César Cielo conquistou a medalha de prata no 4x100m, com tempo de (3m10s34) . Foi a 33ª medalha brasileira em Mundiais da FINA e o tempo do quarteto superou o recorde sul-americano da prova feito pelo Brasil há oito anos, no Mundial de Roma 2009 (3m10s80), quando o país foi quarto colocado com Cielo, Nicolas Nilo, Guilherme Roth e Fernando Silva.

“Tenho medalhas em todos os revezamentos em piscina curta e faltava esta em piscina longa. Estou muito feliz com tudo o que fiz na minha carreira. Trazer o País de volta para este pódio e ver a equipe unida, solidária não tem preço. A última vez que estive no pódio mundial foi em piscina curta, em Doha, em 2014. Estar de volta tem um sabor de final feliz”, disse Cielo.

Gabriel teve a responsabilidade de abrir e entregar a prova em boa posição para os colegas.“Há um ano e meio, minha vida está sendo uma loucura, em questão de resultado, desde a Olimpíada. Vim para o meu primeiro Mundial, assumi a posição de abrir o revezamento, que muitos dizem que é ruim, mas o nosso grupo estava unido e os três me deram muita força. Não foi tão difícil assim, apesar de não ter feito meu melhor tempo foi a união que facilitou tudo e deu esse resultado”, afirmou o atleta do Pinheiros.

“Foi uma coisa bem natural, os quatro tinham o mesmo objetivo. Independente da ordem que fosse se escolher, um ia nadar pelo outro. Eu abri, teve aquela ansiedade, claro, mas foi sensacional ter conquistado essa medalha ao lado desses três, que são ídolos para mim. Estou com uma expectativa muito boa (para a prova individual dos 100m livre), deu uma quebrada de gelo e sinto que coisa boa está por vir”, completou.

Marcelo Chierighini teve o melhor parcial do quarteto e junto com Gabriel está preparado para a prova individual de 100m livre com ânimo renovado. “A sensação de finalmente! Estamos na expectativa de pegar uma medalha desde 2013 e finalmente todo mundo nadou bem, ‘bateu na veia’, os quatro melhoraram, acertaram e baixamos muito o tempo da eliminatória para a final. Estou em choque ainda, sem palavras. Foi uma prova perfeita. Passei os 50m com 21s9, jamais pensei que conseguiria fazer 46 (segundos), foi uma barreira que quebrou mentalmente para mim. Deu tudo certo, agora tem os 100m livre e vou entrar com muita confiança.”

A semana pode ser interessante

A equipe brasileira terminou o primeiro dia com uma medalha de prata, dois recordes sul-americanos e duas finais. O país está em quarto no quadro de medalhas da natação e em oitavo no geral. Nas demais provas do dia, Joanna Maranhão teve uma crise de síndrome do pânico pela manhã. Desmaiou, passou mal, mas conseguiu enfrentar a situação difícil para nadar a semifinal dos 200m medley, onde fez 2m11s24 e superou seu recorde sul-americano, 2m12s12, estabelecido em Roma 2009, ainda na época dos trajes tecnológicos. A marca deu a ela o 10º lugar na competição.

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