Ana Sátila se divide entre K1 e C1 em treinamentos para Tóquio 2020

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Precoce é o que acontece muito cedo para os padrões, o que amadurece antes dos demais. Seguindo essa definição, podemos dizer que Ana Sátila, da canoagem slalom, é uma atleta precoce. Aos 16 anos, foi a integrante mais jovem do Time Brasil nos Jogos Olímpicos Londres 2012. Quatro anos depois, competiu e não foi bem no Rio 2016.

Agora, aos 24, está completando o terceiro ciclo olímpico, já classificada para Tóquio 2020 em duas provas, o caiaque individual (K1) e a canoa individual (C1), e sabendo o que pode fazer a diferença dessa vez.

“Em Londres, tudo era novidade e estava deslumbrada. No Rio, cheguei preparada, já tinha uma cabeça de adulta e já sabia o que iria enfrentar. Infelizmente, não consegui colocar tudo que eu sabia naquela competição. Para Tóquio, vou usar tudo que aprendi durante cada ano da minha carreira. Quero e vou chegar preparada fisicamente e mentalmente. Vou dar o meu melhor para conquistar o resultado que espero”.

Uma das provas da dedicação de Ana, que nasceu em Iturama (MG), mas que conheceu e se apaixonou pelo esporte em Primavera do Leste (MT), após receber um convite durante um treino de natação do pai, Claudio Vargas, pode ser vista por meio de suas principais conquistas, listadas em ordem cronológica: ouro no C1 e prata no K1 no Jogos Pan-americanos Toronto 2015; bronze no C1 e prata no K1 Extremo no Mundial de Pau (França), em 2017, as primeiras do país em mundiais da modalidade; ouro no K1 Extremo no Mundial do Rio, em 2018; ouro no C1 e no K1 Extremo no Pan de Lima.

“Treino só as categorias olímpicas. Sempre gostei mais do K1, mas depois de alcançar um nível melhor na C1, passei a curtir um pouquinho mais. Amo as duas categorias. Já o K1 extremo, até hoje, só entrei no barco para competir, por não ser uma prova olímpica. Mas, se alguma coisa mudar, e a categoria se tornar olímpica, com certeza me dedicarei também.”

Apesar de tantas conquistas, o primeiro grande título é o que não sai da memória de Ana Sátila: o Mundial Júnior de Penrith (Austrália), no K1, em 2014. “Tinha o apoio e a torcida de toda a equipe do Brasil, foi uma comemoração muito legal. Os meninos pularam na água, meu técnico estava muito feliz, era o início de uma geração muito especial de atletas brasileiros. Foi o momento mais especial da minha carreira esportiva”.

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