Cartilha visa ajudar brasileiros a encararem fuso-horário no Mundial de Halterofilismo

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Óculos escuros, mudanças na alimentação e distância dos celulares à noite. Parte da preparação brasileira para o Mundial Paralímpico de Halterofilismo, cujo início se dá nesta sexta-feira, 12, em Nur-Sultan, no Cazaquistão, pouco teve a ver com a quantidade de peso erguido.

Um dos principais desafios da delegação nacional é a diferença de nove horas do fuso-horário cazaque em relação a Brasília. 

Para minimizar os efeitos da brusca alteração, o médico da Seleção de halterofilismo, Rodrigo Bezerra Braga, criou uma cartilha de recomendações aos 11 integrantes da equipe nacional.

Entre elas, está o uso de óculos escuros nos dias que antecederam o embarque, a fim de reduzir estímulos da luminosidade. Ajustes na alimentação pré, durante e pós-viagem também foram feitos, assim como alterações em hábitos de uso de celulares e televisões.

“Esta é a competição mais importante deste ano e eu já venho me preparando há algum tempo. Parte desta preparação é seguir à risca as recomendações que o médico nos passou. É puxado, mas é importante estar com o sono em dia para competir no mais alto nível”, disse Mariana D’Andrea, esperança de medalha do Brasil na categoria até 67kg feminina. 

Os atletas desembarcaram na Ásia Central por volta das 5h30 desta quarta-feira, pelo horário local. Técnicos e coordenadores da missão brasileira reforçaram a importância, por exemplo, de manter-se acordado durante este primeiro dia, vital à adaptação dos pesistas.

Trabalhos de fisioterapia e recuperação foram iniciados para facilitar a adequação biológica. Neste mesmo dia, a delegação realizará o primeiro treino em solo cazaque, ás 19h30.

O Mundial se estenderá de 12 a 20 de julho e será disputado por 488 atletas de 76 países, no Congress Center, um moderno complexo inaugurado em 2017.

A competição contará com novidades em seu formato. O último dia, por exemplo, terá disputas mistas por equipe – algo que não houve nas últimas edições da competição.

O Mundial Júnior voltará a ocorrer logo após a cerimônia de abertura. O Brasil será representado por quatro atletas: Lara Aparecida, Marcos Terentino, Lucas Manoel e Vinicius Freitas. 
 
Na última edição do Mundial de Halterofilismo, na Cidade do México, em 2017, o Brasil conquistou quatro medalhas. Foram três pódios na competição júnior, com Lucas Manoel (ouro), Mateus de Assis (prata) e Vitor Afonso (bronze). Houve, ainda, o bronze obtido pelo baiano Evânio Rodrigues, na divisão até 88kg, entre os adultos. 

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