Cátia Oliveira conquista sua primeira medalha em Jogos Paralímpicos

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A mesa-tenista paulista Cátia Oliveira conquistou, no início da madrugada deste sábado (28), sua primeira medalha em Jogos Paralímpicos. Ela ficou com o bronze na classe 1-2, ao ser superada pela sul-coreana Seo Su Yeon, atual campeã mundial, por 3 sets a 1 (11/7, 8/11, 5/11 e 9/11), no Ginásio Metropolitano, na capital japonesa. Esta foi também a primeira medalha do tênis de mesa brasileiro na Paralimpíada Tóquio 2020.

A menina da cidade de Cerqueira César, que sonhava defender a Seleção Brasileira numa Copa do Mundo de Futebol, mas sofreu um acidente automobilístico ainda adolescente, grava seu nome definitivamente na história do tênis de mesa do Brasil. Além da medalha paralímpica, ela também coleciona uma prata do Mundial Individual de 2018.

Cátia Oliveira começou mandando no jogo da semifinal. Com saque poderoso e dificultando demais a recepção da sul-coreana, abriu confortável vantagem na primeira parcial. A adversária ainda esboçou uma reação no final, mas sem sucesso.

No segundo set, novamente Cátia iniciou melhor. Mas, aos poucos, Seo Su Yeon neutralizou as principais jogadas da brasileira. Com isso, conseguiu a virada e fechou a segunda parcial, em 11 a 8. Na parcial seguinte, a experiente sul-coreana passou a impor seu jogo completamente, dificultando demais a recepção da brasileira, que não conseguiu reação.

Precisando vencer os dois sets seguintes para seguir na briga pela medalha de ouro, Cátia Oliveira passou a jogar com todas as armas e abusou do saque, enquanto a asiática levava vantagem nos ralis mais longos. O técnico Paulo Molitor pediu tempo quando Seo Su Yeon tinha vantagem de 6 a 4, ajustando os ponteiros.

A estratégia deu certo. Cátia reagiu, virou o placar e a técnica sul-coreana também pediu tempo.  O jogo se tornou tenso, onde pequenos erros poderiam representar a diferença entre a final paralímpica e a eliminação. Seo Su Yeon foi melhor exatamente neste momento do confronto, fechando a partida: 3 a 1.

“Estou muito feliz. Lógico que eu queria ter ido para a final e tentado brigar pelo ouro. Tive um desempenho muito bom e perdi em detalhes que fizeram total diferença. Mas em nenhum momento parei de brigar, em momento nenhum abaixei a cabeça. No Rio, não passei da fase de grupos, hoje saio com uma medalha de bronze. E ainda tem mais, já que teremos a disputa por equipes”, disse a medalhista paralímpica em Tóquio.

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