Recorde Sul-Americano do salto em distância completou 21 anos

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No dia 26 de junho de 1999, a atleta Maurren Maggi escrevia um capítulo na história do atletismo brasileiro. A cidade era Bogotá, na Colômbia e a competição Campeonato Sul-Americano de Atletismo. Nesta competição foram disputadas 43 provas, com 260 atletas e 12 países. Foram registrados seis recordes Sul-Americano, entre eles, o 7,26 m no salto em distância da brasileira.

Com essa marca, Maurren Maggi sagrou-se recordista brasileira e sul-americana do salto em distância e o feito dura até os dias de hoje sem ser batido.

“Esse dia foi espetacular. Ela vinha treinando muito bem, mas o resultado surpreendeu a todos. Ela já tinha saltado 6,81 em São Paulo e realmente estava em um momento muito muito bom que culminou nesse resultadão”, contou a treinadora Tânia Moura.

Um atleta, principalmente de alto rendimento, tem por trás toda uma equipe. No Campeonato Sul-Americano de Bogotá, em 1999, a treinadora era Tânia Moura, acompanhada do Médico: Dr. Moisés Cohen e do Fisioterapeuta: Alexandre Dias Lopes. O treinador Nélio Moura fazia parte da equipe, mas ficou no Brasil acompanhando outros atletas.

Momentos que marcam

A treinadora Tânia Moura conta que tinha plena confiança que Maurren faria uma ótima competição e revela que quando viu a marca de 7,26 sabia que naquele momento um capítulo estava sendo escrito na história do atletismo sul-americano.

“Não tive dúvida que ali estava sendo escrito parte da história do atletismo Brasileiro, Sul-americano e Mundial. Na época esse resultado era um dos 10 melhores do mundo de todos os tempos e hoje ainda está entre os 15”, explicou, e completou.

“Tínhamos o hábito de sempre antes da entrada para a pista em qualquer competição, nos abraçarmos e falarmos coisas no ouvido e nesse dia eu me lembro que falei: Vai lá Panga (é como nós a chamamos até hoje carinhosamente), você está muito bem e pronta para fazer um estrago. E ela respondeu rindo, deixa comigo”, contou Tânia Moura.

Após a prova…

“Estávamos em êxtase e choramos muito abraçadas e imediatamente ligamos para o Nélio que estava em Porto Alegre (acompanhando um Campeonato Brasileiro)… choramos os 3 (ele pelo fone). Sempre fomos muito emotivos (os 3)”, desabafou a treinadora.

Adversária de Maurren Maggi só dentro da pista

A medalha de ouro ficou Maurren Maggi, mas a medalha de prata também veio para o Brasil. Luciana Alves dos Santos, hoje Diretora Técnica da Federação Paulista de Atletismo (FPA), saltou 6,81 e ficou com a segunda colocação.

“Eu e a Maurren vínhamos de ótimos resultados e travando uma batalha, éramos adversárias dentro da pista. Neste dia 26 de junho de 1999 foi bem curioso. Como tínhamos boas chances de medalhas, todo mundo da delegação foi para nos assistir e isso ajudou bastante para que os resultados viessem. Eu saltei 6.81, mas não me lembro qual série. Mas, foi um bom salto, bom não, foi excelente é minha melhor marca pessoal”, disse Luciana dos Santos.

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