Três vagas olímpicas para o Taekwondo brasileiro

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Brasil garante três medalhas e encerra o qualificatório das Américas com o maior número de integrantes por País, na competição, empatado com a Republica Dominicana, com as classificações de Ícaro Miguel, Milena Titoneli e Edival Pontes (Netinho).

Ícaro e Milena venceram seus dois combates e garantiram a presença do Brasil nas categorias até 80 quilos, no masculino, e até 67 quilos no feminino. Netinho conquistou a vaga na categoria até 68 quilos na etapa anterior.

Milena Titoneli garantiu a única classificação feminina do taekwondo brasileiro para os Jogos de Tóquio ao vencer Acosta Herrera, de Cuba, por 7 a 5. Com rápida movimentação e pontos de soco, Milena saiu na frente e conseguiu ampliar vantagem usando mesma estratégia.

“Essa era a minha meta e estou muito feliz por estar classificada. Senti um pouco de nervoso no começo do dia, mas as coisas foram se encaixando e esse foi mais um passo na busca do meu sonho, que é ser campeã Olímpica, estou seguindo nessa caminhada. A sensação de vencer foi muito parecida com a medalha do mundo e dos Jogos Pan-Americanos, é indescritível. Olimpíada sempre foi meu sonho e continua sendo meu sonho. Quando me vi na Olimpíada da juventude (2014) eu já sonhava com a adulta e me lembro muito de em 2012, quando comecei a treinar, de ficar até tarde para assistindo a Natália (Falavigna). Na categoria junior eu não atingi meu objetivo mas estou tendo outra chance e tenho certeza que vou fazer valer”, comentou Milena.

Talisca Reis não alcançou a vaga da categoria até 49 quilos, ao enfrentar Victoria Stambaugh, de Porto Rico, na decisiva semifinal.

Em seu primeiro desafio Talisca enfrentou Monica Pimental de Aruba e só confirmou sua vitória no último segundo. Em um confronto equilibrado, em que a brasileira esteve à frente do placar durante toda luta, Talisca teve que buscar reação, após perder a liderança, faltando 20 segundos. Com golpes aplicados restando apenas 0,40 segundos, a brasileira fechou o combate por 7 a 4.

Na semifinal brasileira encarou Victoria Stambaugh, de Porto Rico, mas não superou a adversária, com placar final ficou 5 a 4. Talisca saiu na frente e liderou a luta em sua maior parte, mas, novamente no último round sua adversária assumiu a dianteira. O combate esteve em aberto até os últimos segundos, mas a porto-riquenha levou a vaga.

“O balanço é positivo, dos quatro atletas que trouxemos, três conseguiram suas vagas. Garantimos o maior número de atletas classificados, junto com a Republica Dominicana. Claro que ficamos tristes por não alcançarmos a vaga do 49 quilos, no feminino. A atleta lutou bem, buscou até o final mas, infelizmente, acabou perdendo o combate. A equipe se comportou bem no evento que é difícil, nervoso e exigente mentalmente e isso é importante. A ideia agora é verificar diante de toda situação mundial qual a melhor estratégia para que os atletas se mantenham treinando e o trabalho continue evoluindo fazendo com que a equipe chegue bem nos Jogos Olímpicos”, analisou a coordenadora técnica e chefe de equipe, Natália Falavigna.

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