Seleção Feminina: Camila, Kathellen e a ansiedade pela estreia na Copa

0
41

Toda estreia no futebol carrega consigo um pouco de ansiedade. Jogadoras contam os minutos para entrar em campo com a camisa da Seleção Feminina Brasileira e representar o país em um torneio, especialmente os de grande porte – mas e quando a disputa em questão é uma Copa do Mundo? Esse é o caso de Camilinha e Kathellen, que irão disputar uma competição de renome pela primeira vez no Mundial da França, a partir do dia 9 de junho.

“Nossa, as expectativas para a Copa são as melhores! Eu convivo com a Marta diariamente, então ela está sempre falando muito sobre o Mundial, tudo que ela já viveu, o que temos que fazer para melhorar. Ter ela ali do lado já é uma grande bagagem, ela me passa experiência e eu busco absorver tudo que é válido. Estamos indo para essa Copa buscar o título, então estamos nos preparando. Como é minha primeira Copa, quero dar o meu melhor”, disse Camilinha, que foi suplente da Seleção Feminina Brasileira nas Olimpíadas Rio-2016.

Apesar de ser novata em grandes torneios, a lateral conta com algumas parcerias já conhecidas na Seleção: Mônica e Marta. Tanto a zagueira (hoje no Corinthians) quanto a camisa 10 atuaram com Camilinha no Orlando Pride, dos Estados Unidos.

A vantagem de ter parceiras na delegação brasileira é um ponto que facilita o entrosamento do grupo, tendo em vista que as jogadoras vêm de diversas partes do planeta.

“Joguei com a Mônica no Orlando por dois anos, agora é o terceiro ano com a Marta. Entrosamento tem, e muito! Mas a gente já vem de um trabalho com a Seleção há alguns anos, sempre tem uma convocação e um período longo de treinos. Todo mundo já se conhece bem, acredito que com essas duas semanas de treinamento a gente está bem compacta. O maior desafio é que cada uma vem de um canto, cada uma jogando uma liga. É difícil agrupar tudo, deixar todas na mesma sintonia para fazer o que o professor Vadão pede. Mas isso já passou na primeira semana! Quando chegarmos na Copa, o time vai estar bem redondinho, para que a gente faça bons jogos”, analisou a lateral.

Conheça a Ficha técnica da goleira Bárbara

Faz menos de um ano desde que Kathellen vestiu a camisa da Seleção Brasileira pela primeira vez. Convocada pelo técnico Vadão para o Torneio das Nações em 2018, a zagueira está prestes a fazer seu primeiro grande torneio com o grupo na Copa do Mundo – e se apoia em passagens nos Estados Unidos e na França para fazer bonito com a camisa do Brasil.

“Acho que eu não posso colocar em palavras, mas estou muito feliz. Espero poder representar a Amarelinha. Eu comecei ano passado, né? Fui conquistando pouco a pouco. Acredito que por ter passado pelos Estados Unidos e ter jogado um pouquinho na França ajudou bastante no meu desenvolvimento. Para eu chegar aqui e mostrar para o Vadão que eu posso estar nessa Copa e ajudar a Seleção”, revelou Kathellen.

A Seleção Feminina Brasileira estreia na Copa do Mundo Feminina no domingo (9), às 10h30, contra a Jamaica. No grupo C do Mundial, o Brasil ainda irá encarar Austrália e Itália, nos dias 13 e 18 de junho, respectivamente. O grupo está em período de treinos para aclimatação ao fuso e clima europeus na cidade de Portimão, em Portugal.

Conheça a Ficha técnica da Letícia

Treino – Seleção Feminina

O treino desta sexta-feira (31) no Estádio do Portimonense foi aberto ao público. Alguns torcedores do Brasil estiveram presentes e acompanharam toda a atividade. Na primeira etapa, as atletas realizaram trabalho de potência com o preparador físico Fábio Guerreiro.

Logo em seguida, comandadas pelo técnico Vadão e seus auxiliares, as jogadoras fizeram treino em campo reduzido dividido em três grupos, e finalizaram as atividades do dia com trabalho de posicionamento tático.

As jogadoras Marta, Érika e Luana ficaram no hotel realizando fisioterapia nesta sexta. A camisa 10 da Seleção Brasileira se recupera de uma lesão muscular no bíceps femoral da coxa esquerda. A zagueira, por sua vez, está tratando um entorse no tornozelo esquerdo e a meio-campista, que vai disputar sua primeira Copa do Mundo, sentiu dor no músculo reto femoral.

Comentar