Mãe, Atleta e Fisioterapeuta, do street ball ao Basquete 3x, Carol Imoniana – Uma história de conquista

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Aos 28 anos, Carol Imoniana é um dos nomes de destaque no Basquete 3X3, a modalidade foi incluída oficialmente como esporte olímpico e já nas Olimpíadas 2020, que será realizada em Tóquio, no Japão. E o desempenho apresentado em quadra, explica os resultados e a posição de destaque da atleta no ranking Brasil.

“Eu jogava 3x na época que era mais streetball, nada muito sério. Aí tinham alguns campeonatos na época, viajávamos para o Rio de Janeiro para jogar os torneios que a CUFA (Central Única das Favelas) organizava. Depois disso fiquei afastada das quadras e no final do ano passado (2017), depois de muita insistência de alguns amigos para que eu voltasse a praticar a modalidade, eu resolvi chamar umas amigas, incentivar uma galera a jogar. Assim surgiu a Equipe Blackout”, explicou. Por conta do número de atletas, a Equipe Blackout tem dois elencos.

Com a Equipe Blackout, a história vem sendo construída a cada competição. “Participamos de uma etapa no Nike Battle Force, no Parque da Juventude, ficamos entre as quatro equipes finalistas, jogamos as finais no Vale do Anhangabaú, depois disso não parei mais. Estamos vindo numa crescente, aos poucos reconquistando nosso espaço”, falou.

Como tudo começou

“Comecei no Esporte Clube Banespa um time misto, que só tinha eu de menina (rs).Foi então que meu técnico na época me sugeriu  procurar um time de meninas, pois, eu tinha potencial. Assim cheguei  Centro Olímpico. Joguei infanto no COTP e na sequência  fui jogar Infanto também em São José dos Campos, completava o adulto. Joguei dois anos de juvenil em São Caetano, completando adulto também e participei da LBF”, detalhou Carol.

A atleta ainda passou pelo time de São Bernardo e logo em seguida optou em dar uma pausa nas quadras e dedicou seu tempo ao último ano na Faculdade e estágio.

“Eu já fazia estágios e um monte de coisas da faculdade, não dava para seguir no basquete. Sou filha de professores universitários doutores, não poderia fazer outra escolha senão estudar. Me formei em fisioterapia e depois fiz mais duas graduações. Método Pilates e Medicina Tradicional Chinesa (Acupuntura). Foi a melhor escolha que eu fiz”,  lembrou.

Já com os estudos em dia, Carol Imoniana dedica seu tempo ao trabalho e ao filho Lucca Oghenegare. “Hoje tenho um filho de 2 anos e meio, o Lucca, que já ama basquete (rs). Falo para ele vamos assistir o jogo de basquete da mamãe filho? Ele já se anima! (Rs).Fala Cesta! E tudo mais (rs)”, disse Carol.

Susto e alívio

“Eu sempre fui atleta  e tive um final de gravidez difícil. Tive pré-eclampsia, fiquei internada, corri risco de vida e tudo. Foi feio! Meu filho nasceu com 1,385. (piquitico rs). Ficou internado um mês na UTI e foi para mim foi um choque. Nunca tinha sido internada, nunca operei nada… veio logo essa de uma vez. Mas graças a Deus deu tudo certo. Hoje estamos aqui saudáveis, lindos e na atividade

Basquete 3X3

“Quero me aprimorar nessa modalidade. Vejo chances de seleção, Mundiais, Torneios Internacionais e Olimpíadas. Então com dedicação, muito treino a gente chega lá quem sabe?! Eu costumo falar para as minhas meninas que 3x tem como base entrosamento do time e condicionamento físico”, disse.

Para finalizar, Carol Imoniana falou do Ranking Brasil. “Objetivo é ficar sempre entre as cinco do ranking. Como perdemos essa última etapa (Circuito Paulista), eu estava em 2º aí passei para a 5ª colocação. Agora é aguardar a Copa do Brasil que será no final de agosto”, finalizou.

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